Imóveis, obra, projeto e reforma — ticket alto e decisão que leva meses.
Um gestor de tráfego imobiliário planeja, compra e mede anúncios no Google e no Meta para quem vende, aluga ou constrói imóveis. O objetivo não é encher o CRM de contatos: é levar até o corretor ou ao estande quem tem renda, prazo e interesse no imóvel anunciado, e medir cada campanha pela visita, pela proposta e pela venda.
O tráfego pago imobiliário muda conforme o negócio. A imobiliária precisa de dois funis, venda e locação, e ainda de captação de imóveis; o corretor autônomo precisa de clientes próprios com pouca verba; a incorporadora trabalha em fases de lançamento; a construtora de alto padrão precisa gerar contato sem baratear a marca. Cada guia abaixo trata de um desses casos.
Aqui o funil é longo por natureza: ninguém compra um apartamento nem fecha um projeto de arquitetura no primeiro clique. Isso muda tudo — a campanha precisa aguentar semanas de remarketing, a qualificação por renda pesa mais que o volume de leads, e o comercial que demora a responder perde o cliente para quem respondeu antes.
No tráfego pago imobiliário, o Meta costuma ser o motor de geração de contatos, com anúncios de imóvel e formulário, enquanto o Google traz quem já busca um bairro, um tipo de imóvel ou um serviço de obra específico. Para construtoras e reformas, a Rede de Pesquisa pesa mais, porque o cliente procura o serviço pelo nome quando já tem a obra em mente.
O ciclo é longo, então o número de leads do mês diz pouco. Acompanhe quantos contatos viraram visita, proposta e contrato, mesmo que a venda aconteça meses depois. Sem esse acompanhamento, a campanha é otimizada para gerar formulário, não para vender imóvel ou obra.
O erro mais comum é a demora no primeiro contato. Lead de imóvel esfria em horas e, quase sempre, está falando com outros corretores ao mesmo tempo. Uma campanha boa com atendimento lento perde para uma campanha mediana com resposta em minutos. Antes de aumentar a verba, vale olhar quanto tempo o time leva para responder.